sábado, 14 de janeiro de 2012

Rapunrolados

Dizem por aí que o trailer de Enrolados, da Disney, é mentiroso e distorce o tom real do filme. Fiquei feliz ao descobrir que os boatos estavam certos!

Você não imagina o quanto estou farto do período pós-Shrek em que vivemos, onde toda animação CGI é um estrupício de piadas anacronísticas e cultura popular pra atrair o público pré-adolescente. Enrolados consegue atrair os pré-adolescentes com um pouco de marketing enganoso e algumas (ligeiramente sofríveis) trocas sarcástico-descoladas no diálogo, mas ainda assim mantém o espírito de um clássico e encantador conto-de-fadas da Disney. Nesse aspecto, ele se saiu ainda melhor do que A Princesa e o Sapo, um filme que me trouxe tristes lembranças da obra de Don Bluth nos anos 90 (animação fantástica, mas números musicais gratuitos e uma trama meio sem pé nem cabeça).

Enrolados não exagera na fórmula Disney, usando números musicais esparsos e relevantes de modo que a história consegue brilhar por seus próprios méritos. Fiquei impressionado com a profundidade dos personagens retratados -- Mother Gothel é uma vilã genuinamente intrigante e Flynn evolui muito durante o filme, mas acima de tudo o conto trata da viagem de Rapunzel rumo à maioridade, lidando com elementos muito sérios e maduros sem martelar suas lições de moral na cabeça de ninguém. É um grande passo rumo à qualidade narrativa que estou acostumado a ver nos filmes da Pixar, e imagino que a influência de John Lasseter foi muito importante pra que isso acontecesse.

É claro que, por se tratar da Disney, o que importa mesmo é o espetáculo visual. As vistas do filme são estonteantes. As cores! Os movimentos sutis na folhagem! O fluir do cabelo, cintilando à luz do sol! Não tenho palavras suficientes pra elogiar isso tudo. Pretendo assistir mais algumas vezes só pra poder apreciar a arte esplendorosa que está por toda parte. As animações dos personagens deixam um pouco a desejar, sofrendo daquela influência maligna de Shrek/Madagascar em que todo mundo pula de um lado pro outro que nem esquilos cafeinados... mas agora também estou sendo chato e procurando motivos pra reclamar.

Me arrependo de ter esperado tanto pra assistir. É exatamente o que estive desejando por mais de uma década. Dito isso, sempre vai existir um lugar especial no meu coração para a animação tradicional. Se a Disney conseguisse casar a animação de A Princesa e o Sapo com a narrativa de Enrolados eu ficaria extático. Eles podem até repetir a artimanha de marketing pra garantir que o filme tenha o merecido sucesso. Afinal, uma obra de arte vale um punhado de mentirinhas brancas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sou incapaz de obedecer

(Avião aterrissa e prossegue lentamente em direção ao terminal)
Comissário: "Para sua segurança, por favor permaneça sentado até que a aeronave esteja completamente par--"
(Todos levantam)
Comissário, impassível: "--rada. Lembramos que todos os aparelhos celulares devem permanecer desligados até sua chegada no saguão do aer--"
(Sinfonia de toques, bipes, e campainhas que acompanha os celulares sendo ligados e mensagens de texto sendo recebidas)
Comissário, demonstrando um autocontrole admirável: "--roporto. Obrigado."
(Todos começam a vasculhar os compartimentos de bagagens para pegar suas coisas. O avião ainda nem terminou de estacionar.)
eu: (suspiro pesado)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Que eu descanse em paz

Um dia desses, vou falsificar meu próprio obituário. Quem sabe isso seja suficiente pra que minha família me deixe em paz.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Obsessão

...E eu preocupado com meu hábito de comer em frente ao computador.

Meu colega de quarto escova os dentes em frente ao computador.

domingo, 20 de novembro de 2011

Balanga balanga balanga

Peguei Skyward Sword para testar hoje, e posso afirmar que é o pior jogo jamais expelido pelo cu da Nintendo. Quero minha tarde de volta.

O pouco de história que vi foi a mesma caca japonesa de sempre com as profecias e os destinos e o herói que começa o jogo sendo acordado por uma namorada irritadiça. É bem pasteurizado, mas poderia ter sido suportável se pelo menos empregasse um pouco de bom-senso na sua jogabilidade. Nas suas condições atuais, fico me engalfinhando com o Wii Remote a cada cinco segundos e essa porcaria não vale tanto esforço.

Foda-se Zelda. Parei de vez com essa série.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para bellum

"Oh, não! Um albergue na minha rua! O que será das crianças? O que será do comércio? O que será das minhas unhas quando eu sair da manicure e um bando de pobres ficar olhando pra elas?"
Esse país tá precisando de uma boa guerra civil pra nego deixar de ser fresco e babaca. (Pode ser um meteoro também — não sou exigente — mas acho que a guerra civil é mais fácil de conseguir.)

sábado, 27 de agosto de 2011

Alfabeto Mubbly

Em minha busca incessante por algo que sacie minha fome de Mario Galaxy descobri Frozzd, um game independente bastante simples e divertido (esses dois adjetivos sempre andam juntos, né?) em que um astronauta perdido lidera fofíssimos alienígenas contra a ameaça do império Frozzd.
O universo inteiro está congelando...