domingo, 14 de fevereiro de 2010

Bullied by the government

Não sei se alguém ainda se lembra disso, mas em abril de 2008 um juiz gaúcho conseguiu fazer com que o jogo Bully fosse banido em todo o Brasil. Ninguém deu muita bola a esse assunto, e todos continuaram a vender, comprar, e jogar sem nenhum problema.

...Todos, isto é, exceto a Valve. Quando fui procurar o jogo na loja do Steam, eis o que descobri:


Observe que não há um preço na coluna à direita, e não é possível comprar o jogo. Pedi a um amigo meu que mora em Winnipeg, no Canadá, para repetir a busca e me mandar um screenshot do resultado:


Incrível. Não só estou impossibilitado de comprar o jogo como não posso ver o seu trailer. Nunca imaginei que uma gigante multinacional fosse se rebaixar até este ponto e atender as demandas de um palhaço que só queria chamar atenção.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A risada industrializada

MEU DEUS, como eu odeio o laugh track.

Não só odeio essas risadas porque elas fazem o sucesso de programas sem-graça, mas também as odeio porque elas sempre conseguem me enganar. Quando percebi isso pela primeira vez, tinha acabado de assistir The Big Bang Theory e rir desvairadamente em cada episódio... para depois lembrar das piadas e perceber que elas não eram genuinamente engraçadas.

Sinto-me tão manipulado.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Retrospectiva 2009

Alguns dias atrasado, mas lá vai...

2008 foi um ano terrível. Fiquei com depressão, sem lugar fixo pra morar, e extremamente frustrado com as vidas acadêmica e profissional. No início de 2009 eu me sentia no fundo do poço, mas ainda restava um pouco de esperança: afinal, não dava pra descer mais.

Não vou negar que devo muito à psiquiatria moderna e suas fabulosas pílulas anti-depressivas. É meio assustador pensar que o cérebro pode ser manipulado de tal maneira com apenas alguns miligramas de química... O tratamento demorou alguns meses para surtir efeito, e me deixou muito, muito cansado. Espero poder largar os remédios logo; já estou de saco cheio dessa sonolência constante.

Uma grande mudança que ocorreu esse ano foi a "descoberta" da amizade. Nunca encontrei pessoas cuja companhia realmente me desse prazer, e acabei virando um ermitão. No Tecgraf (empresa onde trabalho) encontrei uma turminha do barulho que acabou virando meu primeiro grupo de amigos de verdade. Com eles, estou fazendo várias coisas que nunca (ou pouco) fazia antes: cinema, teatro, visitas, fotos, risadas...

Foi graças ao Tecgraf também que encontrei um lar. Minhas primeiras experiências morando fora de casa foram péssimas, mas em maio consegui alugar um apartamento perto do trabalho com dois colegas que se revelaram ótimos companheiros. Depois de morar com uma família surtada, playboys metidos, uma república de bagunceiros, e velhas carentes... posso dizer que finalmente me sinto em casa. É muito bom não ter mais que passar os fins-de-semana no escritório mergulhando as amarguras na Internet.

Descobri também a minha paixão pelos musicais. O engraçado é que sempre adorei Little Shop of Horrors, mas nunca me passou pela cabeça que existisse um gênero de filmes e peças de teatro assim.

Falando em musicais... Em abril, fui sozinho assistir Avenida Q (um musical pessimista sobre jovens adultos fracassados e frustrados com a vida). Em setembro, fui assistir Hairspray (um musical otimista sobre a felicidade de superar seus limites) acompanhado de vários amigos. Esses dois eventos ilustram bem como minha vida melhorou durante o ano.

Quanto a 2010 tenho apenas três resoluções:
  • Encontrar um rumo para minha vida. Meu antigo sonho de ser um game designer desmoronou sob o peso de tantas frustrações, e agora estou meio perdido. Por enquanto estou curtindo a vida e a felicidade, mas sei que não vai durar pra sempre.
  • Aprender a cozinhar!
  • Manter contato com os amigos, caso o grupo venha a se separar.
Pode parecer que tenho uma visão pessismista do ano que vem, mas é preciso lembrar que tudo na vida dura pouco.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Família

...Conviver uma semana por ano já é mais do que suficiente.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Noite feliz...

...em que recebo cartões de Natal vindos de websites nos quais cadastrei-me há zilênios e cuja existência eu tinha esquecido. O_o

domingo, 13 de dezembro de 2009

Super Mario Galaxy

Por que é que nas seções mais irritantemente frustrantes desses jogos sempre tocam as músicas de fundo mais irritantemente repetitivas?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

New Super Mario Bros. Wii

Quais são os motivos pra amar esse jogo? Eis uma lista:
  • A tela de título. "New Super Mario Brothers... Wee-hee-hee!" Abri um sorriso antes mesmo de começar a jogar.
  • Os gráficos! A música! É igual a NSMB, e não quero que seja diferente! Na verdade, fiquei decepcionado por não terem reaproveitado mais melodias do jogo de DS.
  • Os Koopalings voltaram! \o/
  • O multiplayer é muito foda. Dizem que este jogo destrói amizades, e sou obrigado a concluir que A) estão jogando do jeito errado, ou B) seus amigos são uns babacas. Quando eu e meus amigos jogamos cooperativamente, formular uma estratégia e executá-la com sucesso era uma das experiências mais satisfatórias no reino lúdico.
  • Yoshi voltou! E dá pra carregar outros jogadores na sua boca!
Isso não significa que o jogo seja perfeito:
  • Odeio os Toads. Sejam seus nomes Yvan/Wolley ou Bucken-Berry/Ala-Gold, esses dois panacas não deveriam estar aqui.
  • Odeio as colorações aplicadas sobre os personagens que carregam um powerup. A troca de cores usada por Luigi + Flor de Fogo em Super Mario World era uma porcaria (verde e branco? WTF?), e é uma pena que a Nintendo tenha escolhido essa como a coloração oficial do "Fire Luigi"... daí vieram a Flor de Gelo, e os dois Toads, e de repente todos os personagens parecem um carnaval de cores desconjuntadas. É difícil saber com quem você está jogando, e qual o powerup em uso por cada personagem.
  • Odeio a forma com que o jogo força a interação entre personagens. Não dá pra caminhar através de seus amigos, e esbarrar contra outro personagem no meio de um salto ferra com as trajetórias de ambos, e uma vez que você estiver carregando alguém não dá pra soltar sem arremessá-lo, e argh. É fácil entender por que a maioria dos jogos multiplayer acaba virando um festival de aborrecimentos a menos que todos estejam dispostos a ser extremamente cuidadosos.
  • Não dá pra chutar cascos de Koopa para cima. :<
Apesar disso tudo, NSMB é um excelente game e todos deveriam jogá-lo. Mas convide apenas seus verdadeiros amigos...