Por muito tempo, um amigo meu tem tido o desejo de saltar de pára-quedas. Ele esteve tentando convencer vários amigos dele a acompanhá-lo, e três de nós cedemos à pressão há umas duas semanas atrás. Digo "nós" porque eu fui um desses malucos.
Há algumas equipes no Rio de Janeiro que organizam este tipo de atividade, e todas elas operam no Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois aeroportos do Rio são para linhas aéreas comerciais, enquanto este oferece serviços para aeronaves particulares e helicópteros. Nunca tinha estado naquele aeroporto antes, e fiquei surpreso com a facilidade de se entrar no local e a dificuldade de se navegar ali dentro. Felizmente, eu tinha pegado um carona com um amigo e seu senso de direção era muito melhor que o meu.
Pára-quedismo não é tão simples quanto "pular de um avião e puxar uma cordinha". Se você quiser saltar sozinho, tem que assistir várias horas de aula teórica e passar por vários saltos acompanhado de instrutores experientes. A maioria das pessoas não quer perder tempo com isso -- elas só querem experimentar a emoção de despencar através do céu -- então existe uma atividade especial chamada "salto tandem" na qual você fica amarrado a um profissional que toma conta de todos os procedimentos complexos enquanto você curte a queda.

Esse sou eu à esquerda, e à direita está o Renato vestindo o que parece ser uma roupa de X-Man.

Meu macacão era menos estiloso. Não tinha uma roupa de X-Man do meu tamanho. :(

Você sabia que eu morro de medo de altura? Em prédios particularmente altos, não posso nem chegar perto das janelas sem sentir tontura. Olhando pra baixo a 10 mil pés de altitude, no entanto, eu perdi todo senso de referência e minha vertigem ficou quieta.



Assim que caímos do avião, parecia que o universo inteiro tinha desaparecido e eu estava flutuando num vácuo sublime. Caindo a 200+ km/h, tinha tanto vento que não conseguia nem ouvir minha própria voz, e meus sentidos estavam tão sobrecarregados que eu sequer tinha certeza se estava gritando ou não. Então eu gritei mais alto, só pra garantir.

Estava um dia lindo -- nenhuma nuvem no céu! O "piloto" deixou que eu controlasse o pára-quedas um pouco, e na verdade é bem fácil: há duas cordas que você pode puxar para virar à esquerda e à direita, mas elas também fazem com que o pára-quedas -- e você -- dê uma guinada violenta para o lado e caia muito mais rápido. É muito foda.

Houve uns 40 segundos de queda livre, seguidos de uma descida de cinco minutos até atingirmos o chão.

Meu amigo Bernardo (à esquerda) teve uma viagem mais emocionante. Depois que eu aterrissei, encontramos com a equipe de resgate que tinha vindo nos buscar de carro. O Bernardo devia ter aterrissado pouco depois de mim, mas uma rajada de vento impediu que o piloto dele levasse o pára-quedas até o campo aberto onde se aterrissa normalmente. Nós (no chão) vimos o pára-quedas desaparecer atrás de umas árvores e ficamos preocupados -- naquela direção estava a Avenida Ayrton Senna, que é bem movimentada... Eles acabaram caindo a algumas dezenas de metros de distância, e quase deram de cara com uma palmeira durante a descida. O pára-quedas ficou enganchado na árvore e tivemos que improvisar uma vara (com pedaços de bambu e cintos) para tirá-lo de lá.
No final das contas, foi uma aventura muito bacana e mal posso esperar pra fazer isso de novo. O pessoal está até pensando em fazer o curso para tirar a carteirinha de pára-quedista... A tentação de me juntar a eles é grande!
Há algumas equipes no Rio de Janeiro que organizam este tipo de atividade, e todas elas operam no Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois aeroportos do Rio são para linhas aéreas comerciais, enquanto este oferece serviços para aeronaves particulares e helicópteros. Nunca tinha estado naquele aeroporto antes, e fiquei surpreso com a facilidade de se entrar no local e a dificuldade de se navegar ali dentro. Felizmente, eu tinha pegado um carona com um amigo e seu senso de direção era muito melhor que o meu.
Pára-quedismo não é tão simples quanto "pular de um avião e puxar uma cordinha". Se você quiser saltar sozinho, tem que assistir várias horas de aula teórica e passar por vários saltos acompanhado de instrutores experientes. A maioria das pessoas não quer perder tempo com isso -- elas só querem experimentar a emoção de despencar através do céu -- então existe uma atividade especial chamada "salto tandem" na qual você fica amarrado a um profissional que toma conta de todos os procedimentos complexos enquanto você curte a queda.

Esse sou eu à esquerda, e à direita está o Renato vestindo o que parece ser uma roupa de X-Man.

Meu macacão era menos estiloso. Não tinha uma roupa de X-Man do meu tamanho. :(

Você sabia que eu morro de medo de altura? Em prédios particularmente altos, não posso nem chegar perto das janelas sem sentir tontura. Olhando pra baixo a 10 mil pés de altitude, no entanto, eu perdi todo senso de referência e minha vertigem ficou quieta.



Assim que caímos do avião, parecia que o universo inteiro tinha desaparecido e eu estava flutuando num vácuo sublime. Caindo a 200+ km/h, tinha tanto vento que não conseguia nem ouvir minha própria voz, e meus sentidos estavam tão sobrecarregados que eu sequer tinha certeza se estava gritando ou não. Então eu gritei mais alto, só pra garantir.

Estava um dia lindo -- nenhuma nuvem no céu! O "piloto" deixou que eu controlasse o pára-quedas um pouco, e na verdade é bem fácil: há duas cordas que você pode puxar para virar à esquerda e à direita, mas elas também fazem com que o pára-quedas -- e você -- dê uma guinada violenta para o lado e caia muito mais rápido. É muito foda.

Houve uns 40 segundos de queda livre, seguidos de uma descida de cinco minutos até atingirmos o chão.

Meu amigo Bernardo (à esquerda) teve uma viagem mais emocionante. Depois que eu aterrissei, encontramos com a equipe de resgate que tinha vindo nos buscar de carro. O Bernardo devia ter aterrissado pouco depois de mim, mas uma rajada de vento impediu que o piloto dele levasse o pára-quedas até o campo aberto onde se aterrissa normalmente. Nós (no chão) vimos o pára-quedas desaparecer atrás de umas árvores e ficamos preocupados -- naquela direção estava a Avenida Ayrton Senna, que é bem movimentada... Eles acabaram caindo a algumas dezenas de metros de distância, e quase deram de cara com uma palmeira durante a descida. O pára-quedas ficou enganchado na árvore e tivemos que improvisar uma vara (com pedaços de bambu e cintos) para tirá-lo de lá.
No final das contas, foi uma aventura muito bacana e mal posso esperar pra fazer isso de novo. O pessoal está até pensando em fazer o curso para tirar a carteirinha de pára-quedista... A tentação de me juntar a eles é grande!

Um comentário:
muityo bem petracchio!
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