quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Cerco
Está quente demais para sair na rua, por isso decidi pular o almoço e ficar em casa com meu melhor amigo o Sr. Ventilador. Espero ter comida suficiente para agüentar até de noite.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Felinofilia
Os vizinhos no prédio em frente têm um filhote de gato. Ele fica o dia inteiro na varanda, miando e pulando de um lado pro outro.
Eu quero um gatinho também. :(
Eu quero um gatinho também. :(
sábado, 14 de novembro de 2009
Cidadão respeitável
Ontem à noite fui ao cinema com alguns amigos para assistir 2012. Infelizmente (ou talvez felizmente), a sessão estava lotada, então fomos ver um outro filme qualquer chamado Código de Conduta (Law Abiding Citizen).
Adorei!
Eu nunca tentei esconder o quanto detesto advogados. Essas vis criaturas são pouco mais do que políticos que alcançam o poder sem passar por uma eleição. Foi ótimo, então, ver um filme em que um cara fenomenalmente esperto esculacha o sistema judicial e traz todos aos seus pés... e ele faz isso sentado no banco dos réus!
É uma pena que a segunda metade da história acabe viajando pelas fantasias de James Bond, onde o personagem de Gerard Butler deixa de ser um enxadrista anti-heróico para tornar-se um terrorista que emprega tecnologia mágica. Quero gostar dele, porque a premissa é excelente, mas o filme tem uma execução cheia de defeitos e sua trama está vazando por uma dúzia de furos... Ainda assim, dou três estrelas e meia.
Adorei!
Eu nunca tentei esconder o quanto detesto advogados. Essas vis criaturas são pouco mais do que políticos que alcançam o poder sem passar por uma eleição. Foi ótimo, então, ver um filme em que um cara fenomenalmente esperto esculacha o sistema judicial e traz todos aos seus pés... e ele faz isso sentado no banco dos réus!
É uma pena que a segunda metade da história acabe viajando pelas fantasias de James Bond, onde o personagem de Gerard Butler deixa de ser um enxadrista anti-heróico para tornar-se um terrorista que emprega tecnologia mágica. Quero gostar dele, porque a premissa é excelente, mas o filme tem uma execução cheia de defeitos e sua trama está vazando por uma dúzia de furos... Ainda assim, dou três estrelas e meia.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O som da futilidade
Após jogar o demo de Left 4 Dead 2, devo dizer que fiquei decepcionado. Essa continuação não trouxe nenhuma inovação significativa, e prejudicou meus dois aspectos favoritos do jogo original: sua simplicidade e seu clima.
L4D é fácil de aprender e jogar -- dá pra trazer um amigo que nunca viu esse game e, com alguns minutos de treino, ele vai conseguir participar da jogatina. L4D2 é desnecessariamente complicado, com vários tipos de arma (muitas das quais são difíceis de distinguir), muitos tipos de itens curativos (demais!), e três variedades adicionais de zumbis "especiais" (das quais nenhuma se destaca com relação aos zumbis antigos).
Spitter = Boomer
Jockey = Smoker
Charger = Hunter
Tudo isso seria perdoável... se pelo menos L4D2 tivesse a mesma atmosfera do seu predecessor! As armas brancas são meio cômicas e acabam com o clima, mas a música é a maior vilã. Os "panic events" são acompanhados de acordes no banjo e joviais músicas country, que não combinam nada com o ambiente do jogo.
Já entendi que estou no sul dos E.U.A, Valve, mas isso aqui é o apocalipse com zumbis. Sinto informar que não me sinto nem um pouco jovial.
Dá pra resumir o jogo em uma palavra: desnecessário. Teria sido melhor lançar uma expansão com mapas novos para L4D... Pô, eu pagaria por isso. Esse game é um erro, e prejudicou a todos.
L4D é fácil de aprender e jogar -- dá pra trazer um amigo que nunca viu esse game e, com alguns minutos de treino, ele vai conseguir participar da jogatina. L4D2 é desnecessariamente complicado, com vários tipos de arma (muitas das quais são difíceis de distinguir), muitos tipos de itens curativos (demais!), e três variedades adicionais de zumbis "especiais" (das quais nenhuma se destaca com relação aos zumbis antigos).
Spitter = Boomer
Jockey = Smoker
Charger = Hunter
Tudo isso seria perdoável... se pelo menos L4D2 tivesse a mesma atmosfera do seu predecessor! As armas brancas são meio cômicas e acabam com o clima, mas a música é a maior vilã. Os "panic events" são acompanhados de acordes no banjo e joviais músicas country, que não combinam nada com o ambiente do jogo.
Já entendi que estou no sul dos E.U.A, Valve, mas isso aqui é o apocalipse com zumbis. Sinto informar que não me sinto nem um pouco jovial.
Dá pra resumir o jogo em uma palavra: desnecessário. Teria sido melhor lançar uma expansão com mapas novos para L4D... Pô, eu pagaria por isso. Esse game é um erro, e prejudicou a todos.
sábado, 17 de outubro de 2009
O grande dedo médio no céu
Lembra de um jogo de Game Boy chamado Super Mario Land 2? Ontem fui acometido por um acesso de nostalgia e baixei a ROM para relembrar este clássico... e deparei-me com uma mensagem subliminar que, outrora, foi ignorada por meus olhos inocentes.
Hoje em dia, sou um homem mais perspicaz. Ah, Nintendo, sua safadinha!
Hoje em dia, sou um homem mais perspicaz. Ah, Nintendo, sua safadinha!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Mergulho no céu
Por muito tempo, um amigo meu tem tido o desejo de saltar de pára-quedas. Ele esteve tentando convencer vários amigos dele a acompanhá-lo, e três de nós cedemos à pressão há umas duas semanas atrás. Digo "nós" porque eu fui um desses malucos.
Há algumas equipes no Rio de Janeiro que organizam este tipo de atividade, e todas elas operam no Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois aeroportos do Rio são para linhas aéreas comerciais, enquanto este oferece serviços para aeronaves particulares e helicópteros. Nunca tinha estado naquele aeroporto antes, e fiquei surpreso com a facilidade de se entrar no local e a dificuldade de se navegar ali dentro. Felizmente, eu tinha pegado um carona com um amigo e seu senso de direção era muito melhor que o meu.
Pára-quedismo não é tão simples quanto "pular de um avião e puxar uma cordinha". Se você quiser saltar sozinho, tem que assistir várias horas de aula teórica e passar por vários saltos acompanhado de instrutores experientes. A maioria das pessoas não quer perder tempo com isso -- elas só querem experimentar a emoção de despencar através do céu -- então existe uma atividade especial chamada "salto tandem" na qual você fica amarrado a um profissional que toma conta de todos os procedimentos complexos enquanto você curte a queda.

Esse sou eu à esquerda, e à direita está o Renato vestindo o que parece ser uma roupa de X-Man.

Meu macacão era menos estiloso. Não tinha uma roupa de X-Man do meu tamanho. :(

Você sabia que eu morro de medo de altura? Em prédios particularmente altos, não posso nem chegar perto das janelas sem sentir tontura. Olhando pra baixo a 10 mil pés de altitude, no entanto, eu perdi todo senso de referência e minha vertigem ficou quieta.



Assim que caímos do avião, parecia que o universo inteiro tinha desaparecido e eu estava flutuando num vácuo sublime. Caindo a 200+ km/h, tinha tanto vento que não conseguia nem ouvir minha própria voz, e meus sentidos estavam tão sobrecarregados que eu sequer tinha certeza se estava gritando ou não. Então eu gritei mais alto, só pra garantir.

Estava um dia lindo -- nenhuma nuvem no céu! O "piloto" deixou que eu controlasse o pára-quedas um pouco, e na verdade é bem fácil: há duas cordas que você pode puxar para virar à esquerda e à direita, mas elas também fazem com que o pára-quedas -- e você -- dê uma guinada violenta para o lado e caia muito mais rápido. É muito foda.

Houve uns 40 segundos de queda livre, seguidos de uma descida de cinco minutos até atingirmos o chão.

Meu amigo Bernardo (à esquerda) teve uma viagem mais emocionante. Depois que eu aterrissei, encontramos com a equipe de resgate que tinha vindo nos buscar de carro. O Bernardo devia ter aterrissado pouco depois de mim, mas uma rajada de vento impediu que o piloto dele levasse o pára-quedas até o campo aberto onde se aterrissa normalmente. Nós (no chão) vimos o pára-quedas desaparecer atrás de umas árvores e ficamos preocupados -- naquela direção estava a Avenida Ayrton Senna, que é bem movimentada... Eles acabaram caindo a algumas dezenas de metros de distância, e quase deram de cara com uma palmeira durante a descida. O pára-quedas ficou enganchado na árvore e tivemos que improvisar uma vara (com pedaços de bambu e cintos) para tirá-lo de lá.
No final das contas, foi uma aventura muito bacana e mal posso esperar pra fazer isso de novo. O pessoal está até pensando em fazer o curso para tirar a carteirinha de pára-quedista... A tentação de me juntar a eles é grande!
Há algumas equipes no Rio de Janeiro que organizam este tipo de atividade, e todas elas operam no Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois aeroportos do Rio são para linhas aéreas comerciais, enquanto este oferece serviços para aeronaves particulares e helicópteros. Nunca tinha estado naquele aeroporto antes, e fiquei surpreso com a facilidade de se entrar no local e a dificuldade de se navegar ali dentro. Felizmente, eu tinha pegado um carona com um amigo e seu senso de direção era muito melhor que o meu.
Pára-quedismo não é tão simples quanto "pular de um avião e puxar uma cordinha". Se você quiser saltar sozinho, tem que assistir várias horas de aula teórica e passar por vários saltos acompanhado de instrutores experientes. A maioria das pessoas não quer perder tempo com isso -- elas só querem experimentar a emoção de despencar através do céu -- então existe uma atividade especial chamada "salto tandem" na qual você fica amarrado a um profissional que toma conta de todos os procedimentos complexos enquanto você curte a queda.
Esse sou eu à esquerda, e à direita está o Renato vestindo o que parece ser uma roupa de X-Man.
Meu macacão era menos estiloso. Não tinha uma roupa de X-Man do meu tamanho. :(
Você sabia que eu morro de medo de altura? Em prédios particularmente altos, não posso nem chegar perto das janelas sem sentir tontura. Olhando pra baixo a 10 mil pés de altitude, no entanto, eu perdi todo senso de referência e minha vertigem ficou quieta.
Assim que caímos do avião, parecia que o universo inteiro tinha desaparecido e eu estava flutuando num vácuo sublime. Caindo a 200+ km/h, tinha tanto vento que não conseguia nem ouvir minha própria voz, e meus sentidos estavam tão sobrecarregados que eu sequer tinha certeza se estava gritando ou não. Então eu gritei mais alto, só pra garantir.
Estava um dia lindo -- nenhuma nuvem no céu! O "piloto" deixou que eu controlasse o pára-quedas um pouco, e na verdade é bem fácil: há duas cordas que você pode puxar para virar à esquerda e à direita, mas elas também fazem com que o pára-quedas -- e você -- dê uma guinada violenta para o lado e caia muito mais rápido. É muito foda.
Houve uns 40 segundos de queda livre, seguidos de uma descida de cinco minutos até atingirmos o chão.
Meu amigo Bernardo (à esquerda) teve uma viagem mais emocionante. Depois que eu aterrissei, encontramos com a equipe de resgate que tinha vindo nos buscar de carro. O Bernardo devia ter aterrissado pouco depois de mim, mas uma rajada de vento impediu que o piloto dele levasse o pára-quedas até o campo aberto onde se aterrissa normalmente. Nós (no chão) vimos o pára-quedas desaparecer atrás de umas árvores e ficamos preocupados -- naquela direção estava a Avenida Ayrton Senna, que é bem movimentada... Eles acabaram caindo a algumas dezenas de metros de distância, e quase deram de cara com uma palmeira durante a descida. O pára-quedas ficou enganchado na árvore e tivemos que improvisar uma vara (com pedaços de bambu e cintos) para tirá-lo de lá.
No final das contas, foi uma aventura muito bacana e mal posso esperar pra fazer isso de novo. O pessoal está até pensando em fazer o curso para tirar a carteirinha de pára-quedista... A tentação de me juntar a eles é grande!
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