Ontem à noite fui ao cinema com alguns amigos para assistir 2012. Infelizmente (ou talvez felizmente), a sessão estava lotada, então fomos ver um outro filme qualquer chamado Código de Conduta (Law Abiding Citizen).
Adorei!
Eu nunca tentei esconder o quanto detesto advogados. Essas vis criaturas são pouco mais do que políticos que alcançam o poder sem passar por uma eleição. Foi ótimo, então, ver um filme em que um cara fenomenalmente esperto esculacha o sistema judicial e traz todos aos seus pés... e ele faz isso sentado no banco dos réus!
É uma pena que a segunda metade da história acabe viajando pelas fantasias de James Bond, onde o personagem de Gerard Butler deixa de ser um enxadrista anti-heróico para tornar-se um terrorista que emprega tecnologia mágica. Quero gostar dele, porque a premissa é excelente, mas o filme tem uma execução cheia de defeitos e sua trama está vazando por uma dúzia de furos... Ainda assim, dou três estrelas e meia.
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O som da futilidade
Após jogar o demo de Left 4 Dead 2, devo dizer que fiquei decepcionado. Essa continuação não trouxe nenhuma inovação significativa, e prejudicou meus dois aspectos favoritos do jogo original: sua simplicidade e seu clima.
L4D é fácil de aprender e jogar -- dá pra trazer um amigo que nunca viu esse game e, com alguns minutos de treino, ele vai conseguir participar da jogatina. L4D2 é desnecessariamente complicado, com vários tipos de arma (muitas das quais são difíceis de distinguir), muitos tipos de itens curativos (demais!), e três variedades adicionais de zumbis "especiais" (das quais nenhuma se destaca com relação aos zumbis antigos).
Spitter = Boomer
Jockey = Smoker
Charger = Hunter
Tudo isso seria perdoável... se pelo menos L4D2 tivesse a mesma atmosfera do seu predecessor! As armas brancas são meio cômicas e acabam com o clima, mas a música é a maior vilã. Os "panic events" são acompanhados de acordes no banjo e joviais músicas country, que não combinam nada com o ambiente do jogo.
Já entendi que estou no sul dos E.U.A, Valve, mas isso aqui é o apocalipse com zumbis. Sinto informar que não me sinto nem um pouco jovial.
Dá pra resumir o jogo em uma palavra: desnecessário. Teria sido melhor lançar uma expansão com mapas novos para L4D... Pô, eu pagaria por isso. Esse game é um erro, e prejudicou a todos.
L4D é fácil de aprender e jogar -- dá pra trazer um amigo que nunca viu esse game e, com alguns minutos de treino, ele vai conseguir participar da jogatina. L4D2 é desnecessariamente complicado, com vários tipos de arma (muitas das quais são difíceis de distinguir), muitos tipos de itens curativos (demais!), e três variedades adicionais de zumbis "especiais" (das quais nenhuma se destaca com relação aos zumbis antigos).
Spitter = Boomer
Jockey = Smoker
Charger = Hunter
Tudo isso seria perdoável... se pelo menos L4D2 tivesse a mesma atmosfera do seu predecessor! As armas brancas são meio cômicas e acabam com o clima, mas a música é a maior vilã. Os "panic events" são acompanhados de acordes no banjo e joviais músicas country, que não combinam nada com o ambiente do jogo.
Já entendi que estou no sul dos E.U.A, Valve, mas isso aqui é o apocalipse com zumbis. Sinto informar que não me sinto nem um pouco jovial.
Dá pra resumir o jogo em uma palavra: desnecessário. Teria sido melhor lançar uma expansão com mapas novos para L4D... Pô, eu pagaria por isso. Esse game é um erro, e prejudicou a todos.
sábado, 17 de outubro de 2009
O grande dedo médio no céu
Lembra de um jogo de Game Boy chamado Super Mario Land 2? Ontem fui acometido por um acesso de nostalgia e baixei a ROM para relembrar este clássico... e deparei-me com uma mensagem subliminar que, outrora, foi ignorada por meus olhos inocentes.
Hoje em dia, sou um homem mais perspicaz. Ah, Nintendo, sua safadinha!
Hoje em dia, sou um homem mais perspicaz. Ah, Nintendo, sua safadinha!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Mergulho no céu
Por muito tempo, um amigo meu tem tido o desejo de saltar de pára-quedas. Ele esteve tentando convencer vários amigos dele a acompanhá-lo, e três de nós cedemos à pressão há umas duas semanas atrás. Digo "nós" porque eu fui um desses malucos.
Há algumas equipes no Rio de Janeiro que organizam este tipo de atividade, e todas elas operam no Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois aeroportos do Rio são para linhas aéreas comerciais, enquanto este oferece serviços para aeronaves particulares e helicópteros. Nunca tinha estado naquele aeroporto antes, e fiquei surpreso com a facilidade de se entrar no local e a dificuldade de se navegar ali dentro. Felizmente, eu tinha pegado um carona com um amigo e seu senso de direção era muito melhor que o meu.
Pára-quedismo não é tão simples quanto "pular de um avião e puxar uma cordinha". Se você quiser saltar sozinho, tem que assistir várias horas de aula teórica e passar por vários saltos acompanhado de instrutores experientes. A maioria das pessoas não quer perder tempo com isso -- elas só querem experimentar a emoção de despencar através do céu -- então existe uma atividade especial chamada "salto tandem" na qual você fica amarrado a um profissional que toma conta de todos os procedimentos complexos enquanto você curte a queda.

Esse sou eu à esquerda, e à direita está o Renato vestindo o que parece ser uma roupa de X-Man.

Meu macacão era menos estiloso. Não tinha uma roupa de X-Man do meu tamanho. :(

Você sabia que eu morro de medo de altura? Em prédios particularmente altos, não posso nem chegar perto das janelas sem sentir tontura. Olhando pra baixo a 10 mil pés de altitude, no entanto, eu perdi todo senso de referência e minha vertigem ficou quieta.



Assim que caímos do avião, parecia que o universo inteiro tinha desaparecido e eu estava flutuando num vácuo sublime. Caindo a 200+ km/h, tinha tanto vento que não conseguia nem ouvir minha própria voz, e meus sentidos estavam tão sobrecarregados que eu sequer tinha certeza se estava gritando ou não. Então eu gritei mais alto, só pra garantir.

Estava um dia lindo -- nenhuma nuvem no céu! O "piloto" deixou que eu controlasse o pára-quedas um pouco, e na verdade é bem fácil: há duas cordas que você pode puxar para virar à esquerda e à direita, mas elas também fazem com que o pára-quedas -- e você -- dê uma guinada violenta para o lado e caia muito mais rápido. É muito foda.

Houve uns 40 segundos de queda livre, seguidos de uma descida de cinco minutos até atingirmos o chão.

Meu amigo Bernardo (à esquerda) teve uma viagem mais emocionante. Depois que eu aterrissei, encontramos com a equipe de resgate que tinha vindo nos buscar de carro. O Bernardo devia ter aterrissado pouco depois de mim, mas uma rajada de vento impediu que o piloto dele levasse o pára-quedas até o campo aberto onde se aterrissa normalmente. Nós (no chão) vimos o pára-quedas desaparecer atrás de umas árvores e ficamos preocupados -- naquela direção estava a Avenida Ayrton Senna, que é bem movimentada... Eles acabaram caindo a algumas dezenas de metros de distância, e quase deram de cara com uma palmeira durante a descida. O pára-quedas ficou enganchado na árvore e tivemos que improvisar uma vara (com pedaços de bambu e cintos) para tirá-lo de lá.
No final das contas, foi uma aventura muito bacana e mal posso esperar pra fazer isso de novo. O pessoal está até pensando em fazer o curso para tirar a carteirinha de pára-quedista... A tentação de me juntar a eles é grande!
Há algumas equipes no Rio de Janeiro que organizam este tipo de atividade, e todas elas operam no Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois aeroportos do Rio são para linhas aéreas comerciais, enquanto este oferece serviços para aeronaves particulares e helicópteros. Nunca tinha estado naquele aeroporto antes, e fiquei surpreso com a facilidade de se entrar no local e a dificuldade de se navegar ali dentro. Felizmente, eu tinha pegado um carona com um amigo e seu senso de direção era muito melhor que o meu.
Pára-quedismo não é tão simples quanto "pular de um avião e puxar uma cordinha". Se você quiser saltar sozinho, tem que assistir várias horas de aula teórica e passar por vários saltos acompanhado de instrutores experientes. A maioria das pessoas não quer perder tempo com isso -- elas só querem experimentar a emoção de despencar através do céu -- então existe uma atividade especial chamada "salto tandem" na qual você fica amarrado a um profissional que toma conta de todos os procedimentos complexos enquanto você curte a queda.
Esse sou eu à esquerda, e à direita está o Renato vestindo o que parece ser uma roupa de X-Man.
Meu macacão era menos estiloso. Não tinha uma roupa de X-Man do meu tamanho. :(
Você sabia que eu morro de medo de altura? Em prédios particularmente altos, não posso nem chegar perto das janelas sem sentir tontura. Olhando pra baixo a 10 mil pés de altitude, no entanto, eu perdi todo senso de referência e minha vertigem ficou quieta.
Assim que caímos do avião, parecia que o universo inteiro tinha desaparecido e eu estava flutuando num vácuo sublime. Caindo a 200+ km/h, tinha tanto vento que não conseguia nem ouvir minha própria voz, e meus sentidos estavam tão sobrecarregados que eu sequer tinha certeza se estava gritando ou não. Então eu gritei mais alto, só pra garantir.
Estava um dia lindo -- nenhuma nuvem no céu! O "piloto" deixou que eu controlasse o pára-quedas um pouco, e na verdade é bem fácil: há duas cordas que você pode puxar para virar à esquerda e à direita, mas elas também fazem com que o pára-quedas -- e você -- dê uma guinada violenta para o lado e caia muito mais rápido. É muito foda.
Houve uns 40 segundos de queda livre, seguidos de uma descida de cinco minutos até atingirmos o chão.
Meu amigo Bernardo (à esquerda) teve uma viagem mais emocionante. Depois que eu aterrissei, encontramos com a equipe de resgate que tinha vindo nos buscar de carro. O Bernardo devia ter aterrissado pouco depois de mim, mas uma rajada de vento impediu que o piloto dele levasse o pára-quedas até o campo aberto onde se aterrissa normalmente. Nós (no chão) vimos o pára-quedas desaparecer atrás de umas árvores e ficamos preocupados -- naquela direção estava a Avenida Ayrton Senna, que é bem movimentada... Eles acabaram caindo a algumas dezenas de metros de distância, e quase deram de cara com uma palmeira durante a descida. O pára-quedas ficou enganchado na árvore e tivemos que improvisar uma vara (com pedaços de bambu e cintos) para tirá-lo de lá.
No final das contas, foi uma aventura muito bacana e mal posso esperar pra fazer isso de novo. O pessoal está até pensando em fazer o curso para tirar a carteirinha de pára-quedista... A tentação de me juntar a eles é grande!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Túnel do tempo
Tenho descoberto ótimos indie games ultimamente, e alguns deles têm esse visual propositalmente retrô que enche meu coraçãozinho de alegria. Se você quiser um passatempo ou sentir saudade dos velhos tempos, recomendo fortemente esses jogos:
Canabalt
Adoro os detalhes que os autores espalharam aqui e ali, tal como grupos de pássaros que saem voando quando você aterrissa no seu telhado... ou até mesmo a maneira como o personagem rola no chão após um impacto particularmente forte. O jogo em si é deliciosamente simples. A filosofia "um-só-botão" de design de jogos sempre me intrigou muito: Quão divertido consegue-se deixar um jogo quando remove-se toda a complexidade da interface e limita-se o controle do jogador a uma só tecla?
Legend of Princess
Legend of Zelda re-inventado como um jogo de arcade 2D! É bastante curto, mas a possibilidade de selecionar equipamentos diferentes no início da aventura faz com que este game renda muitas horas... assim como a gravação de high-score que aparece após o chefão final. (P.S.: Minha melhor pontuação até agora é 2937.)
Tower of Heaven
(Obs.: Não dá para colar um link direto até o jogo -- você tem que clicar em "Games" no topo da página.)
Será que dá pra ser mais retrô?! Gráficos de baixa resolução em quatro tons de verde, que nem o Game Boy original! Além disso, a trilha sonora é uma das melhores que já ouvi.
O melhor desses games, no entanto, é que eles conseguiram responder uma questão profunda que venho carregando há alguns anos: A música de 8-bits tem um som maneiro porque eu era criança quando a ouvi pela primeira vez? Não, a música tem um som maneiro porque a música é maneira, ponto final. Eu nunca tinha ouvido as melodias destas maravilhas retrô, e mesmo assim me apaixonei na hora pelo seu som.
Canabalt
Adoro os detalhes que os autores espalharam aqui e ali, tal como grupos de pássaros que saem voando quando você aterrissa no seu telhado... ou até mesmo a maneira como o personagem rola no chão após um impacto particularmente forte. O jogo em si é deliciosamente simples. A filosofia "um-só-botão" de design de jogos sempre me intrigou muito: Quão divertido consegue-se deixar um jogo quando remove-se toda a complexidade da interface e limita-se o controle do jogador a uma só tecla?
Legend of Princess
Legend of Zelda re-inventado como um jogo de arcade 2D! É bastante curto, mas a possibilidade de selecionar equipamentos diferentes no início da aventura faz com que este game renda muitas horas... assim como a gravação de high-score que aparece após o chefão final. (P.S.: Minha melhor pontuação até agora é 2937.)
Tower of Heaven
(Obs.: Não dá para colar um link direto até o jogo -- você tem que clicar em "Games" no topo da página.)
Será que dá pra ser mais retrô?! Gráficos de baixa resolução em quatro tons de verde, que nem o Game Boy original! Além disso, a trilha sonora é uma das melhores que já ouvi.
O melhor desses games, no entanto, é que eles conseguiram responder uma questão profunda que venho carregando há alguns anos: A música de 8-bits tem um som maneiro porque eu era criança quando a ouvi pela primeira vez? Não, a música tem um som maneiro porque a música é maneira, ponto final. Eu nunca tinha ouvido as melodias destas maravilhas retrô, e mesmo assim me apaixonei na hora pelo seu som.
domingo, 13 de setembro de 2009
Alô, mundo
Este último ano foi difícil. Estive extraordinariamente deprimido, mas agora sinto-me muito melhor e acho que é "seguro" eu voltar a postar aqui.
Blah blah blah, aluguei um apartmento com dois amigos do trabalho, são pessoas muito legais, estou muito próximo de acabar a minha monografia de mestrado e finalmente deixar os estudos, comprei um Wii mas ainda não tenho nenhum jogo, comprei um PC novo e criei uma conta no Steam (meu username é pedroluchini, como sempre), e desisti de ir morar no Canadá.
A vida está boa aqui. Enquanto durar, vou aproveitar o que tenho.
Este foi o Boletim Resumido e Vagamente Informativo do Pedro. Voltaremos logo à programação regular.
Blah blah blah, aluguei um apartmento com dois amigos do trabalho, são pessoas muito legais, estou muito próximo de acabar a minha monografia de mestrado e finalmente deixar os estudos, comprei um Wii mas ainda não tenho nenhum jogo, comprei um PC novo e criei uma conta no Steam (meu username é pedroluchini, como sempre), e desisti de ir morar no Canadá.
A vida está boa aqui. Enquanto durar, vou aproveitar o que tenho.
Este foi o Boletim Resumido e Vagamente Informativo do Pedro. Voltaremos logo à programação regular.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Viagem fantástica
Estive meio doente nesses últimos dias -- enjôo e falta de apetite -- por isso fui ao consultório para fazer uma endoscopia. Nunca tinha feito algo assim, então foi uma experiência nova para mim. Primeiro, a doutora borrifou um spray na minha boca que tinha um gosto horrível e anestesiou metade do meu sistema digestivo. Depois, ela pediu para eu deitar e injetou sedativos no meu braço.
Maluuuuuuuuuuuco.
Nunca tinha me sentido tão... bem. Estava na mais completa paz com o mundo, o universo, tudo. Enfiaram um metro e meio de tubo plástico pela minha goela abaixo, e eu não estava nem aí.
Quando o procedimento acabou, a doutora me levou prum quarto ao lado pra que eu deitasse e descansasse um pouco. Eu meio que caí no sono e tive um monte de sonhos doidos sobre rostos distorcidos usando óculos impossíveis. Ou algo assim. Sei lá.
Depois de um tempo, acordei e ela começou a explicar que outros exames eu tinha que fazer. Confessei que não conseguia entender nada do que ela estava dizendo. Ela sorriu e chamou o meu pai pra vir me buscar, o que foi bom porque acho que eu não teria conseguido achar o caminho de casa.
O efeito passou depois de uma hora, e eu fiquei triste.
...
...Agora quero fazer de novo!
Maluuuuuuuuuuuco.
Nunca tinha me sentido tão... bem. Estava na mais completa paz com o mundo, o universo, tudo. Enfiaram um metro e meio de tubo plástico pela minha goela abaixo, e eu não estava nem aí.
Quando o procedimento acabou, a doutora me levou prum quarto ao lado pra que eu deitasse e descansasse um pouco. Eu meio que caí no sono e tive um monte de sonhos doidos sobre rostos distorcidos usando óculos impossíveis. Ou algo assim. Sei lá.
Depois de um tempo, acordei e ela começou a explicar que outros exames eu tinha que fazer. Confessei que não conseguia entender nada do que ela estava dizendo. Ela sorriu e chamou o meu pai pra vir me buscar, o que foi bom porque acho que eu não teria conseguido achar o caminho de casa.
O efeito passou depois de uma hora, e eu fiquei triste.
...
...Agora quero fazer de novo!
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