terça-feira, 26 de março de 2013

Cheeeeeeeega

Todo dia vou à academia, senão o corpo dói. Todo dia tomo banho, senão o corpo fede. Tem que arrancar os pelos (senão o corpo coça), enfiar nutrientes goela abaixo (senão o corpo definha), e expelir o lixo cu afora (senão o corpo estoura).

Trabalho, dor, incômodo, sofrimento, inconveniência constante e eterna. Estou de saco cheio.

Chega desse corpo humano fedorento. Chega dessa massa disforme de carne podre, perenemente secretando fluidos fétidos e substâncias pegajosas por todos os poros. Sinto-me encarcerado dentro de uma prisão orgânica cujas grades são cobertas de pústulas pulsantes!

Quando é que minha sentença vai acabar?

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