Todo dia vou à academia, senão o corpo dói. Todo dia tomo banho, senão o corpo fede. Tem que arrancar os pelos (senão o corpo coça), enfiar nutrientes goela abaixo (senão o corpo definha), e expelir o lixo cu afora (senão o corpo estoura).
Trabalho, dor, incômodo, sofrimento, inconveniência constante e eterna. Estou de saco cheio.
Chega desse corpo humano fedorento. Chega dessa massa disforme de carne podre, perenemente secretando fluidos fétidos e substâncias pegajosas por todos os poros. Sinto-me encarcerado dentro de uma prisão orgânica cujas grades são cobertas de pústulas pulsantes!
Quando é que minha sentença vai acabar?
