segunda-feira, 7 de abril de 2008

O dia começou de maneira bastante normal, uma situação que durou menos de quinze minutos. Assim que abri meu e-mail, dei de cara com uma mensagem vinda de Geni desejando-me um feliz aniversário.

Meu Deus. Faz um quarto de século que eu poluo a raça humana com a minha presença.

Para comemorar este evento, meu pai me convidou a uma mini-festa na casa dele. Teve bolo, vela, família, o pacote completo.

Pragmático que eu sou, não pude deixar de aproveitar a ocasião para resolver abacaxis burocráticos nas proximidades da casa dele. Se eu me sentisse um pouco mais pragmático, diria que a burocracia era o verdadeiro motivo da visita e a festa de aniversário um mero corolário.

Passei no caixa eletrônico para me refazer da facada administrada pelos assaltantes do cartório (gastei mais de R$ 70,00 com papéis e etiquetas hoje, 'uta que pariu!), e fui lembrado mais uma vez de que hoje é um dia especial, blá blá blá. Acho que teve mais computadores do que pessoas me desejando "feliz aniversário" hoje...

Depois da comilança, sentei com a minha irmã para assassinar alguns milhares de meus neurônios na frente da TV. Estava passando um programa que eu nunca vi chamado "MTV na Rua", onde uma apresentadora e sua corte de primatas saltitantes audiência composta de adolescentes competiam para ver quem falava mais asneiras. Tópicos abordados incluíram Cientologia ("Você sabe o que é Cientologia?" "Ah, deve ser uma religião só que um pouco científica, né?" "Será que tem alienígenas nessa estória?" "Acho que não, seria muita maluquice." "Quem você acha que segue isso, Tom Cruise ou Michael Jackson?" "Tem cara de ser o Michael Jackson."), terremotos tupiniquins (em que bodes expiatórios foram encontrados em todo canto, desde o Palácio do Planalto até os Portões Celestiais), e os recentes atentados contra a tocha olímpica ("Você não faz a menor idéia do que eu tô falando, né?" "...Não.").

Depois deste fascinante, hilariante, e degradante estudo antropológico, era hora de voltar para casa. Foi enquanto estava no chuveiro que decidi relatar estes acontecimentos inverossímeis em meu blog.

Ah, e também decidi criar um blog para poder relatá-los. Bem-vindos à Rebimboca Digital, o equivalente brazuca de meu blog anglófono The Toxic Tower!

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