quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Apartheid digital
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Steam bending
terça-feira, 29 de maio de 2012
O Outro Pedro Luchini
terça-feira, 22 de maio de 2012
dlife(t)/dt <= 0
Toda mudança na vida é pra pior.
Todas as decisões que já tomei foram erradas e todas as tentativas de melhorar minha vida terminaram em decepção. Eu desisto. Daqui pra frente, vou mergulhar na apatia e ficar esperando as coisas seguirem o seu rumo.
sexta-feira, 23 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Teste surpresa
ele: "Você é irmão do seu irmão, né?"
eu: (cuidadosamente) "Hã... Sim."
ele: "Você não tem um irmão parecido com você que mora aqui perto?"
eu: "Não."
ele: "Ah. Desculpa, então."
eu: "...Sem problemas."
E o fim de semana está apenas começando~
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Militância e beligerância
Durante minha infância tive uma relação de indiferença com a religião. Minha avó paterna era bastante católica (a nível de catolicismo...), e por outro lado minha mãe fez questão de me excluir das aulas de cristianismo na escola primária, mas tirando isso a minha família simplesmente não falava muito no assunto. Já flertei com o agnosticismo durante a adolescência, e hoje em dia pode-se dizer que sou um "ateu convicto", apesar de não chegar nem perto dos níveis de militância antirreligiosa que vejo por aí.
Em geral, dou meu apoio a estes movimentos. Não levo jeito pra política ou diplomacia, por isso prefiro não entrar em debates, mas gosto de ver outras pessoas comprando essa briga. O que me incomoda é ver que certos ateus exageram no sentimento antirreligioso e acabam se tornando tão "fundamentalistas" quanto seus adversários.
Isso me traz ao tema central deste post. Está rolando um bafafá nos Estados Unidos em torno de Jessica Ahlquist, uma menina que entrou na justiça por causa de uma mensagem gravada no auditório da sua escola. (Mais informações aqui e aqui.)
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| O cerne da questão. |
Acho meio questionável a atitude da menina. A oração me parece inócua e não havia necessidade de ficar cutucando os cristãos por causa disso. Entendo que a constituição estabelece a separação entre estado e igreja, escolas públicas devem defender a liberdade religiosa, etc., mas no fundo a mensagem escrita ali é bacana. Fala de amizade, colaboração, respeito, honestidade, etc... Tem Papai do Céu no meio, é verdade, mas eu que sou ateu tenho uma reação positiva quando leio. Se omitíssemos as primeira e última linhas, a oração poderia se passar por uma mensagem 100% secular.
Bati um breve papo sobre o assunto com um amigo (que é bem mais militante no seu ateísmo, e foi quem me mostrou o artigo em primeiro lugar), e chegamos à conclusão que esse tipo de atitude é contraprodutiva. O público já acha que todo ateu é escroto e imoral e arrogante; a propagação dessa imagem só gera publicidade ruim pra nossa causa. A fé é um assunto muito delicado, e não faz sentido ficar cutucando esse ninho de vespas sem ter um bom motivo.
A oração de Cranston High School West não me parece um bom motivo. Me parece uma jogada de publicidade de uma adolescente que quer aparecer e não tem completa noção das repercussões de seus atos.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Let's Talk
Como é que o conceito de um "Let's Play" evoluiu de "gravação de alguém jogando um game" para "gravação do vídeo de alguém jogando um game enquanto o áudio é substituído por um lero-lero imprestável"?
Eu só quero um maldito vídeo de gameplay. Você pode me ajudar, YouTube? Por favor?
sábado, 14 de janeiro de 2012
Rapunrolados
Você não imagina o quanto estou farto do período pós-Shrek em que vivemos, onde toda animação CGI é um estrupício de piadas anacronísticas e cultura popular pra atrair o público pré-adolescente. Enrolados consegue atrair os pré-adolescentes com um pouco de marketing enganoso e algumas (ligeiramente sofríveis) trocas sarcástico-descoladas no diálogo, mas ainda assim mantém o espírito de um clássico e encantador conto-de-fadas da Disney. Nesse aspecto, ele se saiu ainda melhor do que A Princesa e o Sapo, um filme que me trouxe tristes lembranças da obra de Don Bluth nos anos 90 (animação fantástica, mas números musicais gratuitos e uma trama meio sem pé nem cabeça).
Enrolados não exagera na fórmula Disney, usando números musicais esparsos e relevantes de modo que a história consegue brilhar por seus próprios méritos. Fiquei impressionado com a profundidade dos personagens retratados -- Mother Gothel é uma vilã genuinamente intrigante e Flynn evolui muito durante o filme, mas acima de tudo o conto trata da viagem de Rapunzel rumo à maioridade, lidando com elementos muito sérios e maduros sem martelar suas lições de moral na cabeça de ninguém. É um grande passo rumo à qualidade narrativa que estou acostumado a ver nos filmes da Pixar, e imagino que a influência de John Lasseter foi muito importante pra que isso acontecesse.
É claro que, por se tratar da Disney, o que importa mesmo é o espetáculo visual. As vistas do filme são estonteantes. As cores! Os movimentos sutis na folhagem! O fluir do cabelo, cintilando à luz do sol! Não tenho palavras suficientes pra elogiar isso tudo. Pretendo assistir mais algumas vezes só pra poder apreciar a arte esplendorosa que está por toda parte. As animações dos personagens deixam um pouco a desejar, sofrendo daquela influência maligna de Shrek/Madagascar em que todo mundo pula de um lado pro outro que nem esquilos cafeinados... mas agora também estou sendo chato e procurando motivos pra reclamar.
Me arrependo de ter esperado tanto pra assistir. É exatamente o que estive desejando por mais de uma década. Dito isso, sempre vai existir um lugar especial no meu coração para a animação tradicional. Se a Disney conseguisse casar a animação de A Princesa e o Sapo com a narrativa de Enrolados eu ficaria extático. Eles podem até repetir a artimanha de marketing pra garantir que o filme tenha o merecido sucesso. Afinal, uma obra de arte vale um punhado de mentirinhas brancas.


